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Delaudio no audioshow 2016 – antevisão

As Monitor Audio Platinum PL500 II são figura de proa na apresentação da Delaudio na Sala Árabe do Pestana Palace (cavalariças 1º andar). Já estão em estágio na Delaudio (Carnaxide) e eu fui lá fazer uma audição prévia, depois de ter…ouvido tanta coisa boa da crítica anglosaxónica sobre a estreia mundial na CES 2016.

As PL500 II são um verdadeiro tour-de-force na arte da electromecânica aplicada ao áudio. Os acabamentos são sumptuosos e o valor percebido é bem superior ao preço de venda ao público, apesar de tudo elevado: ronda os 20 mil euros. 

Trata-se uma coluna de banda larga de 3-vias e sete unidades activas, com 4 woofers RDT II de 8 polegadas, duplo médio de 4 polegadas e um tweeter de fita (MPD ribbon), numa configuração d’Appolito.

As PL500 II são imponentes nos seus quase dois metros de altura e 100 quilos de peso (cada). Integradas numa equipa composta por amplificação Pass X350.5 e fonte Esoteric K01-X, com o controlo de volume a cargo de um prévio passivo montado numa caixa da Icon, da qual Delfim Yanez nem o potenciómetro original aproveitou (mandou vir outro de qualidade superior ao qual soldou os cabos directamente).

Sobre o Pass X350.5 e o Esoteric X01-X já pouco mais se pode dizer, pois as provas dadas são prova bastante. Mas a introdução no sinal digital do relógio atómico V Acoustics, concebido por Vasco Soares (ver aqui) é uma mais-valia num sistema já de si…valioso. A última vez que ouvi este sistema neste espaço, foi a alimentar as fabulosas Raidho D 2.1, a que se seguiram as Raidho D 3.1 (no audioshow 2014).

As PL500 II são uma realidade, um conceito, digamos, diferente. Enquanto as Raidho primam pela precisão da imagem, a minúcia acústica e absoluta transparência, as novas Platinum são mais carnudas tonalmente, com um grave telúrico e capacidades macro dinâmicas que vão surpreender tudo-e-todos no audioshow 2016, com a ressalva de que a sala poderá não colaborar, quando Delfim Yanez carregar nos pedais de um órgão de catedral para reproduzir a famosa Toccata e Fuga de Bach.

Mas com Delfim Yanez aos comandos já se sabe que o menu é variado: desde um registo monofónico do primeiro concerto público de Dave Brubeck, à música popular de Fausto ou à música erudita com uma gravação histórica da RCA da Aida.

AS PL500 navegaram pelo rio da música universal acima até chegarem ao álbum ’Some things never change’, dos Supertramp. Uau!, aquele pedal de bateria. E a secção rítmica? As vozes, os coros, os naipes de metais, as guitarras tudo ali exposto na complexa mistura de estúdio… Um autêntico concerto ao vivo a não perder, em verdade vos digo.

Fechámos com ‘Time’, dos Pink Floyd, a que se seguiu ‘Money’, porque, segundo Delfim, são os dois elementos primordiais que fazem mover o mundo: tempo e dinheiro! Um tempo que não dei por perdido, e um dinheiro bem investido por qualquer potencial comprador.

Ou como canta David Gilmour em ‘Money’:

Money, it's a hit 
Don't give me that do goody good bullshit
I'm in the high-fidelity first class traveling set 
And I think I need a Lear jet

Delaudio: da primeira classe à classe executiva e à económica

A Delaudio apresentará ainda um sistema reduzido no tamanho, que não na qualidade, composto pelas Raidho X1 (with a little help down under de um sub maneirinho REL T9i), alimentadas pelo amplificador integrado Plinius Hiato, com fonte Esoteric K07-X.

Se quer saber o que eu penso das irmãs mais velhas Raidho D-1 leia o teste clicando no nome sublinhado.

Surpreendente mesmo é o novíssimo Asus Clique R!00 PT (streamer de rede) que, quando eu entrei, tinha ido buscar Marisa (‘Mundo’) ao Spotify com uma qualidade tal que ouvi o disco todo. Quando o Clique for compatível com a Tidal (está para breve), nem quero pensar onde vai chegar. Ah, este maravilhoso mundo novo digital… (abrir info em pdf).

Em espaço aberto, num dos corredores de acesso do Pestana Palace, a Delaudio vai ainda dar música aos passantes com um sistema minimalista: Cocktail Audio X12 (Streamer/DAC) e colunas MA Apex 10.

E eu vou andar por aí: ‘ticking away the moments that make up a dull day’.

Vemo-nos por lá.


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